Quando chego na
sala, meus fiéis escudeiros Jared e Alexia vieram me dar
apoio, com certeza notando minha cara, era incrível que em apenas alguns dias
eu me sentisse segura junto com eles.
─ Carinho, pra
onde você foi ontem depois da confusão na boate? Fiquei preocupada com você –
pergunta Alexia.
Eu coro
lembrando a cena e respondo.
─ Henrique me
tirou de lá e me levou pra casa, desculpa por não ter avisado, eu estava tão
abalada que esqueci – digo, olhando─a com cara de inocente.
─ Hum, você e o
Henrique em? Conta─me tudo! Não esconda nada! – fala.
─ Não há o que
contar – digo.
─ Como não? –
pressiona.
─ O.K. ele me
levou para casa.
─ Só isso?
─ Sim, já é
algo – me lembrando da cena na cozinha da casa dele.
─ Ah tá! Vou
fazer que acredito – disse Alexia.
─ Pode apostar
– respondo – e mudando de assunto, desculpa por ter ido embora sem me despedir
– Lexi fez uma careta.
─ Não tem
problema, só não faça mais isso, entendeu? Eu tive de ligar para sua mãe para
saber de você, e ela disse para não me preocupar porque ela iria atrás de você
– agora eu consegui entender o motivo de mamãe ter me ligado quando eu... bem,
você entende o que quero dizer.
─ Bem pessoal, vamos prestar atenção, pois a aula já
começou! – exclama a professora de inglês, nada como começar o dia tão bem.
A aula se arrastou pela manhã no seu blá blá blá de sempre
– como qualquer aula chata ─ o que fez deteriorar meu bom humor, além de
impedir de Lexi tocar de novo no assunto e fiquei pensando como que Jennifer
soube que eu saí da boate com Henrique, provavelmente um dos amigos dela
estavam lá e nem percebi, ou era apenas intriga da ruiva perfeita.
O intervalo, como virou um costume, vivia cercada por Jared e seus amigos gatos e Lexi, mas hoje não estava com ânimo para me misturar com a galera. Os acontecimentos do final de semana ainda me atormentava, o que era estranho, pois sabia que o que rolou entre Henrique e eu não poderia ocorrer de novo, por quê? Não me pergunte o motivo, ainda estava tentando desvendar o mistério daquele maldito diário.
Nisso comentei com Lexi se ela sabia o motivo da
confusão da boate:
─ Pelo que soube um grupo de arruaceiros queria arrumar
confusão – Alexia diz.
─ Meio estranho não acha?
─ Concordo, mas como era a abertura da boate, todos foram
pra lá né.
─ Tens razão – e assim o assunto não voltou mais à tona,
mas eu ainda sentia que havia algo a mais nessa história, será que Henrique não
apareceu apenas por coincidência?
Percebo o motivo da distração da Lexi, e concordava plenamente com ela, nossa senhora da bicicletinha, dai-me equilíbrio, o cara era simplesmente de comer apenas com o olhar, e claro, era um dos amigos do irmão dela.
─ Você gosta dele, não é? ─ aceno a cabeça para onde ele estava.
─ E quem não gosta? ─ Alexia responde.
─ Ora, vamos lá Lexi, você realmente gosta do cara ─ mas Jesus me abana, com aqueles olhos cor de mel e moreno até eu me arrastaria aos seus pés para implorar um pouco da sua atenção, o que não era o caso da Lexi, o cara não tirava os olhos dela ─ Como é mesmo o nome dele? Paulo? Pedro? Sei lá!
─ Pierre ─ responde contrariada e eu sorrio pra ela.
─ Isso! Admita, bem que você gostaria de tirar uma casquinha dele, e quem não queria?
─ Eu não ─ de repente Jared aparece.
─ Não me diga Jared, mas assim, se você fosse homo ou bi, levaria ele para casa? ─ intico um pouco ele.
─ Doçura, com certeza preferiria levá-la para a minha ─ ele se inclina e eu coro instantaneamente lembrando do FATO ocorrido na minha casa.
─ Tá bom, já chega vocês dois, se querem dar um amasso vão para um quarto ─ Lexi interrompe.
─ Hum, estou vendo que há alguém que está com ciúmes, porque não pode tirar um pedaço, do gato, com os olhos ─ não resisto e comento ─ Vai lá Lexi! ─ olho para Jared e digo ─ ele também gosta dela não é?
Ele apenas se afasta de mim e vai para seus amigos, me deixando sem reação, e assim terminando o intervalo.
Continua =D

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