Capítulo 3
Pequenos
sorrisos que alegram minha infeliz alma.
Ôh maravilha dos infernos! Adivinhe quem estava justamente na biblioteca? Bingo! Ele mesmo, esse garoto estava começando a me dar nos nervos e olha que sou uma pessoa calma e depressiva, mas ele despertava tudo de bom – com aquele toque sedutor – assim como de ruim. Minha razão compreendia que Henrique poderia ser muito perigoso e por outro lado havia um magnetismo que me atraía até ele.
Tento entrar disfarçadamente sem que ninguém – você sabe
quem – não notasse minha presença e ao que parece deu certo. Dirijo-me para uma
ala mais afastada onde continha livros mais do meu gosto e perco-me na
indecisão de qual livro pegar para ler enquanto matava o tempo das aulas e sair
despercebida do modo que Jared e Alexia não me vissem a fim de não ter de dar
explicações da minha não fuga para casa.
Depois de tanta procura encontro o meu favorito Liberte Meu
Coração da Meg Cabot, e então subitamente sinto alguém atrás de mim.
-Anjo, deverias saber que não é tão discreta assim como
pensa ser – sua voz me arrepia como uma descarga elétrica sob meu corpo, e
sinto que está realmente próximo porque sua respiração toca minha pele – sempre
saberei onde estarás.
Viro-me com cuidado para não esbarrar nele e nem nas
prateleiras, e percebo que estava segurando o ar por alguns instantes, como que
ele conseguia me deixar tão ofegante então pouco tempo? Encaro seu rosto
belamente esculpido e esqueço o que iria dizer, seus olhos fixos em mim fazem
minha mente girar e não tenho mais controle sobre eu mesma, a única coisa que eu
sabia é que tinha um livro em minhas mãos como escudo entre nós dois e isso me
fez voltar a realidade, afinal, eu tinha de responder algo não é?
- Bom saber que meu novo segurança é eficiente – dou um
sorrisinho para disfarçar meu desconcerto – seria óbvio demais que não fosse
não acha?
Ele afasta-se de mim, mas não tanto, e dá um meio sorriso
que me mata por dentro.
- Ao seu dispor madame – responde em tom de provocação, o
que não me agrada nem um pouco.
- Não imagina o quanto estou aliviada em saber que sempre estará
ai por mim – devolvo na mesma moeda. Ha! Quero o ver superar.
- Anjo, você deveria cuidar com o que diz. – novamente, ele
malditamente aproxima-se de mim, prensando-me contra a estante de livros.
- Como o que, por exemplo? – ergo o queixo e o encaro ainda
mais.
- Como tentar me ameaçar com meias palavras, você deveria
prestar mais atenção no que se mete, porque às vezes as consequências podem ser
realmente perigosas – Minha Nossa! Que discurso vindo dele hein, e ainda mais
que isso soou como extremamente perigoso. Se eu pudesse apenas, nem que fosse
uma vez, tirar aquele sorrisinho arrogante dele, eu certamente morreria feliz e
vingada.
- Será que daria pra você parar de latir pra mim? – olho-o
de cima a baixo e depois olho para os lados com medo que alguém pudesse ter nos
descoberto.
- Querida, se eu fosse um cachorro eu rezaria para você não
ser minha dona – com essa ele afasta-se de mim, e por fim, consigo pensar um
pouco mais racionalmente, como se conseguisse mentalizar mais que meias
palavras quando estávamos no mesmo recinto. Sinceramente, o que estava
acontecendo comigo?
- Há há! – exclamo – muito engraçadinho você ein – e
finalmente dou as costas para ele, direcionando-me para uma mesa vazia e a mais
escondida o possível.
Abro o livro e tento me concentrar nas linhas escritas a
minha frente e depois de algum tempo desisto de tentar admirar as páginas, é
quando percebo que Henrique está do outro lado da sala me observando.
De repente o sinal toca e praticamente corro para fora da
escola, tendo cuidado para que ninguém me visse.
Continua =)

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