Mais tarde naquele dia, toca a campanhia da minha casa e eu
corro para atender quem quer que esteja lá. Assim que abro a porta me deparo
com um Jared diferente daquele de hoje de manhã com uniforme, e Jesus me abana,
mas o garoto que estava na minha frente não tinha nenhum traço de que fosse um
magricela, aquele ali, minha nossa, esse sim tinha um belo de um corpo que
poderia muito bem competir com o de Henrique – o que deu para lembrar-me dele
justo agora quando outra visão do paraíso estava bem na minha frente? – vendo
que eu estava sem palavras, Jared deu um sorriso de matar.
- Bonjour mon Cher – diz ele de maneira divertida.
- Salut ma chérie – respondo com um sorriso para ele.
- Tudo bem, meu francês não vai mais que isso – fazendo uma
careta.
- Uffa, ainda bem porque eu também. Vai ficar ai parado ou
vai entrar? – pergunto desafiando-o.
- Oui mademoiselle – começo a rir dele.
- Acho que pensei ter ouvido você dizendo que não falava
muito em francês.
- Não disse que não sabia algumas palavras. – disse ele já
entrando na casa.
- Hum, muito convincente – respondo meio sarcástica.
O levo até na sala de estar da casa que ficava de frente
para a entrada da casa e onde estavam minhas coisas da aula jogada pela mesa na
frente do sofá.
- Aliás, você está muito diferente sem aquele nosso uniforme
horrendo. – digo para mudar de assunto.
- Poderia dizer o mesmo de você, Kate – diz ele me secado de
cima a baixo. Começo a corar, porque eu estava de shorts e com uma blusa de tom
azul, e desvio o olhar.
- Então, veio me passar o que perdi na aula? Ou veio apenas
me dar um ‘olá’ na minha humilde residência? – pergunto divertida.
- Talvez sim, talvez não. – responde meio enigmático e fico
sem entender aonde ele queria chegar.
- Hum. – e sento no sofá para voltar para ler os livros. – E
então? – digo já com a cara enfiada em um livro.
Ele por fim suspira e senta-se ao meu lado no sofá.
- Kate, eu...
-Sim? – abaixo o livro e olho pra ele.
- Nada, esquece.
- O que houve Jared? Nos conhecemos hoje, mas quero que
saiba que pode contar comigo. – e ponho a mão na coxa dele. Jesus amado, e ele
ainda era musculoso, aquele jeans colado vazia jus a ele.
Ele para e me olha como se quisesse me devorar ali mesmo, e
começo a me arrepender do meu gesto impensado, tento me afastar dele e foi
nessa que ele segurou firme a minha mão e a se inclinar para mim, com a outra
mão, afasta uma mexa do meu cabelo do rosto, deixando-a ali. Oh meu Deus! Ele
vai me beijar! – não é que eu não tenha beijado antes, mas eu não tinha tanta
experiência assim – o que faço agora? Deixo acontecer ou dou uma desculpa?
Quando estávamos a meros centímetros um do outro e sentido seu suave aroma na
minha pele, minha mãe chega à sala, fazendo-nos afastar rapidamente.
Ai que vergonha! E ainda estou corando!
- Opa, acho que cheguei na hora errada – e minha mãe volta
por onde veio.
E eu, sem palavras, fico ali olhando o lugar onde ela
estivera, quando Jared tem um acesso de riso. Olho-o boquiaberta, não era a
reação esperada pra um cara que é flagrado quase beijando uma garota na casa
dela e é pego pela mãe da mesma.
- O que é tão engraçado? – pergunto desnorteada.
- Nada, só sua cara e da sua mãe – diz entre uma risada e
outra, e depois disso começo a rir junto.
– Tudo bem, vai me ajudar na matéria que eu perdi ou não? – falo.
- Sim, claro é por isso que vim não? – responde de maneira
engraçada.
Depois do ocorrido, Jared não fez outra tentativa, para o
alívio da minha pobre alma perturbada, e passamos boa parte da tarde – que passou
muito rápido – estudando.
Continua =)
Continua =)

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