terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 6 Parte II


Quando chego na sala, meus fiéis escudeiros Jared e Alexia vieram me dar apoio, com certeza notando minha cara, era incrível que em apenas alguns dias eu me sentisse segura junto com eles.

─ Carinho, pra onde você foi ontem depois da confusão na boate? Fiquei preocupada com você – pergunta Alexia.

Eu coro lembrando a cena e respondo.

─ Henrique me tirou de lá e me levou pra casa, desculpa por não ter avisado, eu estava tão abalada que esqueci – digo, olhando─a com cara de inocente.

─ Hum, você e o Henrique em? Conta─me tudo! Não esconda nada! – fala.

─ Não há o que contar – digo.

─ Como não? – pressiona.

─ O.K. ele me levou para casa.

─ Só isso?

─ Sim, já é algo – me lembrando da cena na cozinha da casa dele.

─ Ah tá! Vou fazer que acredito – disse Alexia.

─ Pode apostar – respondo – e mudando de assunto, desculpa por ter ido embora sem me despedir – Lexi fez uma careta.

─ Não tem problema, só não faça mais isso, entendeu? Eu tive de ligar para sua mãe para saber de você, e ela disse para não me preocupar porque ela iria atrás de você – agora eu consegui entender o motivo de mamãe ter me ligado quando eu... bem, você entende o que quero dizer.

─ Bem pessoal, vamos prestar atenção, pois a aula já começou! – exclama a professora de inglês, nada como começar o dia tão bem.

A aula se arrastou pela manhã no seu blá blá blá de sempre – como qualquer aula chata ─ o que fez deteriorar meu bom humor, além de impedir de Lexi tocar de novo no assunto e fiquei pensando como que Jennifer soube que eu saí da boate com Henrique, provavelmente um dos amigos dela estavam lá e nem percebi, ou era apenas intriga da ruiva perfeita.

O intervalo, como virou um costume, vivia cercada por Jared e seus amigos gatos e Lexi, mas hoje não estava com ânimo para me misturar com a galera. Os acontecimentos do final de semana ainda me atormentava, o que era estranho, pois sabia que o que rolou entre Henrique e eu não poderia ocorrer de novo, por quê? Não me pergunte o motivo, ainda estava tentando desvendar o mistério daquele maldito diário.

Nisso comentei com Lexi se ela sabia o motivo da confusão da boate:

─ Pelo que soube um grupo de arruaceiros queria arrumar confusão – Alexia diz.

─ Meio estranho não acha?

─ Concordo, mas como era a abertura da boate, todos foram pra lá né.

─ Tens razão – e assim o assunto não voltou mais à tona, mas eu ainda sentia que havia algo a mais nessa história, será que Henrique não apareceu apenas por coincidência?

Percebo o motivo da distração da Lexi, e concordava plenamente com ela, nossa senhora da bicicletinha, dai-me equilíbrio, o cara era simplesmente de comer apenas com o olhar, e claro, era um dos amigos do irmão dela.

─ Você gosta dele, não é? ─ aceno a cabeça para onde ele estava.

─ E quem não gosta? ─ Alexia responde.

─ Ora, vamos lá Lexi, você realmente gosta do cara ─ mas Jesus me abana, com aqueles olhos cor de mel e moreno até eu me arrastaria aos seus pés para implorar um pouco da sua atenção, o que não era o caso da Lexi, o cara não tirava os olhos dela ─ Como é mesmo o nome dele? Paulo? Pedro? Sei lá!

─ Pierre ─ responde contrariada e eu sorrio pra ela.

─ Isso! Admita, bem que você gostaria de tirar uma casquinha dele, e quem não queria?

─ Eu não ─ de repente Jared aparece.

─ Não me diga Jared, mas assim, se você fosse homo ou bi, levaria ele para casa? ─ intico um pouco ele.

─ Doçura, com certeza preferiria levá-la para a minha ─ ele se inclina e eu coro instantaneamente lembrando do FATO ocorrido na minha casa.

─ Tá bom, já chega vocês dois, se querem dar um amasso vão para um quarto ─ Lexi interrompe.

─ Hum, estou vendo que há alguém que está com ciúmes, porque não pode tirar um pedaço, do gato, com os olhos ─ não resisto e comento ─ Vai lá Lexi! ─ olho para Jared e digo ─ ele também gosta dela não é?

Ele apenas se afasta de mim e vai para seus amigos, me deixando sem reação, e assim terminando o intervalo.

Continua =D


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 6


Eu sei, estou perdida no paraíso.

Acordei com um ótimo humor por causa do que havia acontecido no final de semana, vesti-me rapidamente e sai de casa naquela manhã fria de segunda-feira indo diretamente para a escola.

Era incrível que até as pessoas de lá pareciam um pouco diferentes e até mesmo alegres, mas o verdadeiro fato dessa euforia no colégio era a eminente festa da “enorme” cidade. Realmente, qual era a graça dessas festas de interior? Tudo bem, nunca fui uma garota esnobe e até já frequentei uma ou outra festa de comunidade, mas eu nunca entendi essa animosidade.

Fui para minha aula filosofando sobre isso quando de repente esbarro com a única pessoa do mundo e mais detestável, Jennifer com seu maldito cabelo sempre perfeito.

- Não vê por onde anda garota? – sua voz irritante chegou aos meus ouvidos abalando minha concentração.

- Ops! Você estava em uma tentativa de andar pelos corredores? – respondi automaticamente.

- Escuta aqui...

- Sou toda ouvidos querida, mas não daria para ser um pouquinho mais rápida? Estou realmente querendo ir para minha próxima aula – interrompi sem dó.

- Sei sobre você e o Henrique – espetou ela.

No momento, senti que meu sangue paralisou, como poderia ela descobrir sobre o diário – aquele que parecia a única forma de manter Henrique por perto de mim, eu ainda tinha de perguntar isso pra ele - se nem meus amigos sabiam?

- Sabe sobre... ? – deixei a pergunta pairando no ar.

- Humpf! Se fazendo de desentendida não é?! Pois bem então, irei te relembrar da confusão que você causou na boate e saiu de lá muito bem acompanhada – a voz ácida me atingindo como um tapa na cara, me fazendo a voltar para o mundo real, ela não sabia do diário e isso me deixou aliviada.

- Eu não tenho culpa querida se você se acha a última bolacha do pacote e note que aquele gato está interessado em outra, então my dear controle-se e encontre outro pra correr atrás de você. – com grande resolução virei de costas e a deixei sozinha com o novo comentário conflitante que com certeza ela demoraria um tempo para processar, o que me fez um pouco mais feliz naquela manhã esquisita.

Continua =)


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Citações


Como um fantasma do meu passado - Ele voltou para me assombrar; Dizendo que você me quer de volta - Isso é impossível.

- Kat DeLuna - Love Me, Leave Me.

E eu estou ouvindo o que você diz, mas simplesmente
não consigo emitir um som
Você diz que precisa de mim
Depois você me derruba, mas espere...

Você diz que sente muito
Não imaginava que eu me viraria e diria...
Eu me arriscaria outra vez, levaria a culpa,
Levaria um tiro por você
E eu preciso de você como um coração precisa de uma batida
Mas não é novidade - yeah
Eu te amei com um fogo vermelho
Agora está se tornando azul, e você diz...
"Eu sinto muito" como um anjo
O céu me fez pensar que era você
Mas eu estou com medo...

- One Republic - Apologize.

Bom, tudo que eu preciso é o ar que eu respiro
E um lugar pra descansar a minha cabeça
Você sabe qual é o seu destino?
E você está tentando se livrar dele?
Você está dando o seu melhor
No seu melhor visual
Você está rezando para superar isso

- One Republic - Say.


domingo, 14 de outubro de 2012

Citações

Diga-me o que quer ouvir
Algo que agradará os seus ouvidos
Cansado de toda esta insinceridade
Então abrirei mão de todos os meus segredos
Dessa vez
Não preciso de outra mentira perfeita
Não me preocupo se as críticas nunca aparecem de uma só vez
Eu estou me desfazendo de todos os meus segredos

- One Republic - Secrets

Em um momento de devaneio, imaginei se ele, por algum momento, havia pensado em mim; Nadei contra o tempo, mas vaguei na mais bela esperança de te encontrar.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 5


Aqueles olhos poderiam esconder muito mais segredos do que minha alma poderia suportar.

No meio daquela confusão na boate – e sendo totalmente afastada da Lexi - eu senti meu braço sendo puxado e me virei para ver quem era o idiota que estava me rebocando para fora, mas só com a luz do luar eu consegui decifrar os traços do meu eterno salvador, e me sobressaltei quando percebi quem era. Meu corpo instantaneamente paralisou ao ver Henrique parado na minha frente.

Ele me olhou de soslaio e continuou me puxando até um camaro amarelo com faixas pretas, desligou o alarme do carro, e entrou deixando a porta do carona aberta para mim.

- Você acha que eu vou entrar nesse carro com você? - perguntei com um tom de irritada, o que não deu muito certo por causa do meu pânico.

- Você não tem outra alternativa a não ser entrar nesse carro comigo e ir pra longe deste lugar - Ele respondeu em um tom indiferente. E, ao mesmo tempo, em que ele falou, ouvi o som de coisas quebrando dentro da boate, o que me fez entrar no carro rapidamente.

Assim, que fechei a porta, ele arrancou com o carro fazendo os pneus cantarem no asfalto, e pegando velocidade em pouco tempo. Era confortante estar sentada naquele carro, segura, exceto pelo motorista que estava ao meu lado dirigindo loucamente em um trecho sinuoso. Eu ainda não havia percebido, mas a costa estava linda iluminada com o luar, e pude imaginar como que seria a sensação de estar naquela praia.

Quase meia hora de estarmos na estrada, Henrique dobrou à direita, entrando por uma ruazinha que ainda não era asfaltada. Era difícil de enxergar com aquelas árvores altas fazendo mais sobras no escuro, mas parecia ser um lindo bosque.

- Onde estamos indo? Eu tenho que ir pra casa. - Disse calmamente, na esperança dele saber que eu não queria discutir e apenas ir pra minha casa.

- Você já vai ver - Henrique respondeu sem dar mais explicações, me deixando mais confusa ainda.

Logo em seguida ele parou em frente de um portão e, ao que parecia, ele tinha o controle, indo direto à uma garagem com a porta também aberta freando a centímetros da parede, deixando-me ainda mais assustada. A casa estava toda iluminada e mesmo no breu da noite parecia ser magnífica assim como se fosse de dia. Era rodeada por um lindo jardim florido e de onde eu podia ver tinha lindos lírios e tulipas coloridos, as grandes janelas davam um ar sofisticado a um local tão rústico. Não que eu queria me desfazer da casa, mas eu sentia como se pertencesse aquele lugar em outro tempo, por que uma casa esse tipo mexeria tanto comigo?

Enquanto Henrique saiu do carro, eu ainda estava paralisada imaginando no que havia de tão misterioso naquele lugar e, sem perceber, ele abriu a porta pra mim perguntando:

- Vai ficar ai? - Disse me olhando com curiosidade, tentando encontrar alguma pista do que eu estava pensando.

- É sua casa? - Não resisti e tive de perguntar.

- É - Me ajudando a sair do carro, e me encurralado entre ele e o carro.

- Eu tenho que ir para casa, estão me esperando - Falei quase em desespero.

Mas não adiantou, e assim como a vontade que eu tinha de sair daquele lugar foi pelo ralo, eu me peguei querendo ficar ainda mais, no instante em que os lábios de Henrique encostaram-se aos meus foi como se houvesse uma troca de energia, nossos corpos se encaixaram perfeitamente como peças de um quebra-cabeça a muito tempo não montado. Parecia que realmente o meu lugar era nos braços dele e seus lábios doces e macios me beijavam furiosamente como se ele fosse um perdido no deserto a procura de água e, não posso negar que, para mim parecia o mesmo. Ele apenas me soltou quando não conseguíamos respirar direito.

- Nunca mais faça isso comigo novamente - ele disse ofegante, - Garota você me deixa sem reação às vezes, sabia?

Nessa hora eu fiquei sem fala e dei apenas um sorrisinho maroto, Henrique me guiou para dentro da casa indo até a cozinha, não nos surpreendendo que eu estava com fome, ele preparou uma deliciosa macarronada enquanto eu apenas o observava ao lado do balcão, quando eu perguntei se ele queria ajuda e negou.

- Mora sozinho? - Não resisti a curiosidade enquanto jantávamos.

- Sim, sou um certo tipo de emancipado - Respondeu com certo orgulho.

- Hum - Foi a única coisa que consegui dizer.

Depois do jantar, decidi que iria lavar os pratos e ele secaria. E assim que tudo estava limpo e guardado em seus devidos lugares, Henrique pegou e me beijou novamente, senti aquela eletricidade percorrer pelo meu corpo como antes. Ele me segurou como se eu fosse dele, me levantando e colocando sentada no balcão, meu vestido preto que já era curto ficou ainda mais quando sentei, ficando um pouco envergonhada, mas, para ele nada importava, ele me queria como eu o queria. Foi acariciando minha pele com suas mãos quentes em meus ombros, descendo até parar na minha cintura, quando fui puxada mais para ele, sussurrando meu nome enquanto beijava meus lábios, fazendo-me querê-lo mais ainda, entrelaçando ainda mais meus dedos em seu cabelo castanho.

E para estragar aquele momento meu celular, que estava na bolsa, tocou. Maldita bolsa, onde estava? Quando encontrei peguei o celular e disse:

 - Alô?! - Atendi meio sem fôlego, e era minha mãe desesperada.

- Katherine?! Onde você está? Já era para você estar em casa - Ela me ralhou.

- Ok, já estou indo pra casa, está bem? Beijo - Desliguei o celular querendo ficar ali eternamente. - Tenho que ir pra casa - Disse para Henrique e como se adivinhando o que estava sentido ele olhou com pesar e beijou levemente minha testa.

- Vamos, eu te levo - Descendo-me do balcão e me levando novamente até a garagem.

Entramos no carro silenciosamente e pegamos a estrada novamente. O tempo com Henrique passava rápido e logo já estava na frente da porta da minha casa, beijou-me novamente e sai na escuridão da rua.

Entrei em casa, como se estivesse extasiada.

Continua =)


Então gente, queria que quem estivesse acompanhando meus rabiscos da série, comentassem, vocês não imaginam como eu adoro quando começam a questionar o que vai acontecer depois e além de dar umas ideias eu sei que tem alguém que passa por aqui pra saber a continuação.


OBS.: as imagens aqui postadas no blog tem seu total direito autoral, mas não tenho posto pois já tenho as imagens faz um tempinho, então pessoal, valorizem os maravilhosos fotógrafos! Além de me inspirarem na série.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 4 Parte II


Após toda aquela confusão de arruma aqui e ali, fomos para Araranguá dar umas voltinhas naquela nova boate que Alexia tanto falou. E realmente, quando chegamos, a boate era um sucesso.

A festa ainda não havia começado, mas a fila de entrada já beirava na esquina. Meu salto altamente alto me permitia ter uma visão mais agradável do que Alexia e sua prima.

“Não acredito que as deixei me colocarem esse sapato” penso.

Sinceramente? Eu estava um arraso! Lexi fez minha maquiagem e meu cabelo, enquanto sua prima determinou meu figurino. Agora tentem me imaginar de salto alto e um vestido preto que era colado ao meu corpo e tão curto que ficava na metade de minhas coxas.

Dei graças a Deus por Jared não ter ido junto, pois eu seria capaz de arrasar o pobre coração do garoto, dou uma risadinha ao pensar isso.

Depois de praticamente meia hora na fila, conseguimos entrar na Move, e olha que o lugar superava as expectativas, estava tão cheio que parecíamos mais com sardinhas enlatadas. A música eletrônica em alto som ressonava no ambiente espaçoso contagiando-nos e fazendo-nos dançar, enquanto Lexi ia na frente procurando uma mesa para nós, a sua prima já havia sumido com seus amiguinhos esquisitos, mas tenho de admitir que os caras eram lindíssimos. Quando finalmente conseguimos uma mesa vaga no segundo andar adivinha com que eu me deparo?

Bingo! Ele! Ah mas que puta falta de sacanagem - e tenho de admitir que roubei essa frase de uma fã do Restart – justamente num lugar que eu queria esquecê-lo, ele está lá e o pior de tudo, impecável como sempre – como Henrique conseguia isso? Maldito seja!

Finjo não vê-lo e vou direto buscar uma bebida para a Lexi e eu – devo dizer que quando voltei pra mesa ele sumiu? – bom não importa, estava ali para me divertir e nada e nem ninguém – que você sabe muito bem quem – não iria estragar minha noite.

Quando estava na metade da festa – e a melhor parte – começa uma confusão a boate e não sei por que cargas d’ água o que causou, só sei que começou o vuco-vuco do pessoal se espremendo para ver o fiasco lá de baixo.

Vendo que a noite realmente já não iria dar mais nada, avisei pra Lexi que ia lá pra fora esperar elas, só que a multidão acabou nos afastando sem eu conseguir terminar de dizer a frase.

Continua =)

Haha' amores, desculpa a demora para postar a continuação, mas a facul anda um pouquinho agitada, mas tá ai o final do capítulo quatro, não percam a continuação - e sinceramente vai estar melhor - beijoo ;*




Não deixe de ser você mesma só porque outros querem que você mude, faça-os mudarem primeiro.



Don't worry, be happy! (8'



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 4


Será que ser normal era diferente? Ou sou eu a anormal?

A semana passou extremamente voando, não sei se porque já na primeira semana de aula já tinha várias tarefas pra fazer ou pelo fato de que já não aguentava mais encarar Jared e Henrique depois do ocorrido.

Minhas noites estavam começando a ficarem agitadas, sonhos estranhos atormentavam-me até quando acordava no meio da madrugada toda tremente como se tivesse levado um susto.

O que será que eram esses sonhos? Deveria ser apenas minha mente criando fantasias devido a tanta carga emocional – assim pensava.

No final de semana sem o que fazer – como sempre – pego meu diário e relato o que aconteceu comigo na semana turbulenta, sem contar o fato que ainda estava preocupada com o que a Jennifer pudesse fazer contra minha amada pessoa.

Era no sábado quase no final da tarde quando meu celular toca, olho no identificador de chamadas e não reconheço o número. Ué?! Quem poderia ser? Atendo para não ficar na dúvida.

- Alô?! – digo.

- Hey! Sou eu carinho, Alexia – oh! Como eu pude ser tão tola e não me tocar que tinha passado meu número essa semana para a Alexia.

- Oi Lexi! Tudo bem por ai?

- Tudo sim, ei, vai fazer algo hoje?

-Hoje?

- É, hoje a noite.

- Hum. Nada por? – respondo.

- Tem uma nova boate em Araranguá que eu ainda não fui e não queria ir sozinha.

- E quem vai junto? Tipo, como que nós vamos pra lá? – pergunto.

- Minha prima mais velha vai junto, mas ela vai ficar junto com os amigos dela e tals, vai comigo por favor?

- O que eu não faço por você em – digo.

- O.K. então você vem aqui pra se arrumar e tal?

- Pode ser, vou ai daqui a pouco então. Áh! Depois vocês me trazem pra casa?

- Claro.

Continua =)


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 3 Parte III


Mais tarde naquele dia, toca a campanhia da minha casa e eu corro para atender quem quer que esteja lá. Assim que abro a porta me deparo com um Jared diferente daquele de hoje de manhã com uniforme, e Jesus me abana, mas o garoto que estava na minha frente não tinha nenhum traço de que fosse um magricela, aquele ali, minha nossa, esse sim tinha um belo de um corpo que poderia muito bem competir com o de Henrique – o que deu para lembrar-me dele justo agora quando outra visão do paraíso estava bem na minha frente? – vendo que eu estava sem palavras, Jared deu um sorriso de matar.

- Bonjour mon Cher – diz ele de maneira divertida.

- Salut ma chérie – respondo com um sorriso para ele.

- Tudo bem, meu francês não vai mais que isso – fazendo uma careta.

- Uffa, ainda bem porque eu também. Vai ficar ai parado ou vai entrar? – pergunto desafiando-o.

- Oui mademoiselle – começo a rir dele.

- Acho que pensei ter ouvido você dizendo que não falava muito em francês.

- Não disse que não sabia algumas palavras. – disse ele já entrando na casa.

- Hum, muito convincente – respondo meio sarcástica.

O levo até na sala de estar da casa que ficava de frente para a entrada da casa e onde estavam minhas coisas da aula jogada pela mesa na frente do sofá.

- Aliás, você está muito diferente sem aquele nosso uniforme horrendo. – digo para mudar de assunto.

- Poderia dizer o mesmo de você, Kate – diz ele me secado de cima a baixo. Começo a corar, porque eu estava de shorts e com uma blusa de tom azul, e desvio o olhar.

- Então, veio me passar o que perdi na aula? Ou veio apenas me dar um ‘olá’ na minha humilde residência? – pergunto divertida.

- Talvez sim, talvez não. – responde meio enigmático e fico sem entender aonde ele queria chegar.

- Hum. – e sento no sofá para voltar para ler os livros. – E então? – digo já com a cara enfiada em um livro.

Ele por fim suspira e senta-se ao meu lado no sofá.

- Kate, eu...

-Sim? – abaixo o livro e olho pra ele.

- Nada, esquece.

- O que houve Jared? Nos conhecemos hoje, mas quero que saiba que pode contar comigo. – e ponho a mão na coxa dele. Jesus amado, e ele ainda era musculoso, aquele jeans colado vazia jus a ele.

Ele para e me olha como se quisesse me devorar ali mesmo, e começo a me arrepender do meu gesto impensado, tento me afastar dele e foi nessa que ele segurou firme a minha mão e a se inclinar para mim, com a outra mão, afasta uma mexa do meu cabelo do rosto, deixando-a ali. Oh meu Deus! Ele vai me beijar! – não é que eu não tenha beijado antes, mas eu não tinha tanta experiência assim – o que faço agora? Deixo acontecer ou dou uma desculpa? Quando estávamos a meros centímetros um do outro e sentido seu suave aroma na minha pele, minha mãe chega à sala, fazendo-nos afastar rapidamente.

Ai que vergonha! E ainda estou corando!

- Opa, acho que cheguei na hora errada – e minha mãe volta por onde veio.

E eu, sem palavras, fico ali olhando o lugar onde ela estivera, quando Jared tem um acesso de riso. Olho-o boquiaberta, não era a reação esperada pra um cara que é flagrado quase beijando uma garota na casa dela e é pego pela mãe da mesma.

- O que é tão engraçado? – pergunto desnorteada.

- Nada, só sua cara e da sua mãe – diz entre uma risada e outra, e depois disso começo a rir junto.

– Tudo bem, vai me ajudar na matéria que eu perdi ou não? – falo.

- Sim, claro é por isso que vim não? – responde de maneira engraçada.

Depois do ocorrido, Jared não fez outra tentativa, para o alívio da minha pobre alma perturbada, e passamos boa parte da tarde – que passou muito rápido – estudando.

Continua =)


sábado, 25 de agosto de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 3 Parte II


Chego em casa e encontro minha mãe na cozinha preparando o almoço, pelo menos isso me faz ter a sensação de estar em casa. Como era possível eu estar com saudades de minha antiga cidade estando aqui apenas alguns dias?

- Oi mãe! – beijo-a no rosto.

- Olá meu bem – me responde enquanto arrumo a mesa – Áh! Ligou para você um garoto avisando que viria aqui mais tarde.

Sinto que empalideço. Como que Henrique poderia saber o telefone de minha casa?

- E quem era mãe? – pergunto casualmente.

- Acho que o nome dele era Jared ou algo parecido – responde meio incerta e assim suspiro aliviada.

- Hum, e o que disse para ele?

- Que tudo bem.

- O.K.

- Pela voz ele pareceu legal.

- Uhum, você irá adorá-lo – digo animada.

- Fico feliz que já tenha feito amizade com as pessoas daqui. – ela sorriu carinhosamente.

- Tentei ter a mente aberta – resmungo sarcasticamente, lembrando-me do “maravilhoso” incidente no início da aula com a “adorável” Jennifer.

Nesse instante, meu pai chega do trabalho, terminando com a “animada” conversa sobre a escola.

Continua =)


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 3


Capítulo 3

Pequenos sorrisos que alegram minha infeliz alma.


Ôh maravilha dos infernos! Adivinhe quem estava justamente na biblioteca? Bingo! Ele mesmo, esse garoto estava começando a me dar nos nervos e olha que sou uma pessoa calma e depressiva, mas ele despertava tudo de bom – com aquele toque sedutor – assim como de ruim. Minha razão compreendia que Henrique poderia ser muito perigoso e por outro lado havia um magnetismo que me atraía até ele.

Tento entrar disfarçadamente sem que ninguém – você sabe quem – não notasse minha presença e ao que parece deu certo. Dirijo-me para uma ala mais afastada onde continha livros mais do meu gosto e perco-me na indecisão de qual livro pegar para ler enquanto matava o tempo das aulas e sair despercebida do modo que Jared e Alexia não me vissem a fim de não ter de dar explicações da minha não fuga para casa.

Depois de tanta procura encontro o meu favorito Liberte Meu Coração da Meg Cabot, e então subitamente sinto alguém atrás de mim.

-Anjo, deverias saber que não é tão discreta assim como pensa ser – sua voz me arrepia como uma descarga elétrica sob meu corpo, e sinto que está realmente próximo porque sua respiração toca minha pele – sempre saberei onde estarás.

Viro-me com cuidado para não esbarrar nele e nem nas prateleiras, e percebo que estava segurando o ar por alguns instantes, como que ele conseguia me deixar tão ofegante então pouco tempo? Encaro seu rosto belamente esculpido e esqueço o que iria dizer, seus olhos fixos em mim fazem minha mente girar e não tenho mais controle sobre eu mesma, a única coisa que eu sabia é que tinha um livro em minhas mãos como escudo entre nós dois e isso me fez voltar a realidade, afinal, eu tinha de responder algo não é?

- Bom saber que meu novo segurança é eficiente – dou um sorrisinho para disfarçar meu desconcerto – seria óbvio demais que não fosse não acha?

Ele afasta-se de mim, mas não tanto, e dá um meio sorriso que me mata por dentro.

- Ao seu dispor madame – responde em tom de provocação, o que não me agrada nem um pouco.

- Não imagina o quanto estou aliviada em saber que sempre estará ai por mim – devolvo na mesma moeda. Ha! Quero o ver superar.

- Anjo, você deveria cuidar com o que diz. – novamente, ele malditamente aproxima-se de mim, prensando-me contra a estante de livros.

- Como o que, por exemplo? – ergo o queixo e o encaro ainda mais.

- Como tentar me ameaçar com meias palavras, você deveria prestar mais atenção no que se mete, porque às vezes as consequências podem ser realmente perigosas – Minha Nossa! Que discurso vindo dele hein, e ainda mais que isso soou como extremamente perigoso. Se eu pudesse apenas, nem que fosse uma vez, tirar aquele sorrisinho arrogante dele, eu certamente morreria feliz e vingada.

- Será que daria pra você parar de latir pra mim? – olho-o de cima a baixo e depois olho para os lados com medo que alguém pudesse ter nos descoberto.

- Querida, se eu fosse um cachorro eu rezaria para você não ser minha dona – com essa ele afasta-se de mim, e por fim, consigo pensar um pouco mais racionalmente, como se conseguisse mentalizar mais que meias palavras quando estávamos no mesmo recinto. Sinceramente, o que estava acontecendo comigo?

- Há há! – exclamo – muito engraçadinho você ein – e finalmente dou as costas para ele, direcionando-me para uma mesa vazia e a mais escondida o possível.

Abro o livro e tento me concentrar nas linhas escritas a minha frente e depois de algum tempo desisto de tentar admirar as páginas, é quando percebo que Henrique está do outro lado da sala me observando.

De repente o sinal toca e praticamente corro para fora da escola, tendo cuidado para que ninguém me visse.

Continua =)








segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 2 Parte III


No meio da aula de história, Jared que está sentado próximo a mim, rabisca em um pequeno pedaço de papel do caderno dele e me entrega.

O que houve com você Kate? Está bem?

Dou um meio sorrisinho para disfarçar a realidade do meu interior e respondo:

Não houve nada, por? Não acredito que já tem mais fofocas sobre eu aqui.

Ele lê em um breve momento e escreve:

Não sei, parece um pouco pálida, deve ser minha imaginação e não, não soube nada comprometedor seu.

Hum, seriamente, não consigo prestar atenção nessa aula, acho que vou para casa depois do intervalo.

Realmente Kate, houve algo com você por estar assim, tudo bem nos conhecemos recentemente, mas algo me diz que você não é tão arredia assim, principalmente em relação a aula.

Não escapa nenhum detalhe pra você não é?Não sei o que deu em mim, mas vou pra casa do mesmo jeito, depois você me passa o que perdi nas aulas?

Ele me olha e escreve:

Conheço-a a algumas horas e você já me deve uma, não se preocupe bebê eu passo sim.

Termino de ler o bilhete e lhe dou um sorriso de gratidão que é retribuído por ele. A aula acaba e era a hora de ir para mais uma aula, a de geografia, onde encontro Alexia sentada ao lado de um lugar vago – para não me dar outra alternativa e sentar perto dela.

- Algum problema carinho? – pergunta-me preocupada, não sei o motivo de todos me conhecerem apenas um dia e já me apelidarem com tantos nomes – e esse apelido me lembrava de Sophie, - será que era próprio da cidade?

- Seu irmão me perguntou a mesma coisa – desabafo pelo menos com ela, torcendo para que não contasse para Jared a verdade – por acaso você sabe algo sobre esse novo garoto da escola?

Ela ri e diz: - Carinho, sei um pouquinho mais sobre você do que ele, mas ele dá a impressão de ser um cara perigoso.

- Foi o que eu também achei, por favor Lexi, não comente com ninguém que eu lhe perguntei sobre ele, Jared parece ter um certo sentimento de possessividade sobre mim e não queria já começar o ano letivo já brigada com alguém, aliás posso te chamar assim? – nossa que discurso que eu dei só pra pedir pra garota não falar nada, até parecia que estava desesperada mas, espera ai eu estou desesperada, não era por isso que eu iria embora depois dessa aula? Garota tola eu.

- Tudo bem Kate, pode contar comigo, - ela sorri – e sim, pode me chamar de Lexi, eu até que gostei, agora me conta mais um pouco de onde você morava, era legal lá? – uffa, ainda bem que ela não insistiu no assunto, então, contei para ela um pouco mais da minha pacata vida em Rio do Sul até a professora chegar na sala e começar novamente outra aula.

Finalmente o sinal do intervalo toca e estou indo em direção à porta principal da escola para ir embora quando inesperadamente sou barrada por um segurança. Ai que ódio.

- Senhorita, é proibido os alunos retirarem-se da escola antes do término de todas as aulas. – diz educadamente o segurança.

- Hum. Claro, acho que vou dar uma volta por ai – respondo tentando não ser sarcástica.

Dou a meia volta e viro na esquina seguinte, só então decido ir para a biblioteca torcendo que não houvesse mais pessoas lá. 

Continua =)


sábado, 18 de agosto de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 2 Parte II


A escola era um lugar comum como todas as outras em que estudei, não que eu tivesse frequentado várias. O aspecto do prédio de dois andares não parecia ser muito novo, mas estava totalmente conservado em sua arquitetura original.

E como minha sorte é ótima demais, começo o dia completamente com o pé direito – como se esse fosse o caso – e no meio dacalçada que ia até a portaria da escola, sem querer, – é óbvio - esbarro numa garota que tinha com um copo de algo na mão. O problema é que acabou derrubando na roupa da amiga que estava na frente, quando tudo que ela só pode pronunciar antes do estrafego foi um “áh!”. Simplesmente paro pra pedir desculpas para as duas:

- Ai, desculpa, eu não vi – tento ser educada e de repente percebo que odeio esse lugar ainda mais.

- Veja o que você fez guria! Ensopou minha blusa! – exclamou a obviamente garota encharcada e muito irritada. – vou acabar com a sua raça!

- Ora meu bem, estou morrendo de medo de você e suas garras – falei sarcasticamente, levantando as mãos para cima – e realmente eu sinto muito, mas você deveria ficar irritadinha com sua amiga, pois era ela quem segurava aquele copo.

- Ei! Não me meta na sua discussão com a Jen! – disse a outra amiguinha esquisita.

- Obrigada Clara por me apoiar – agora a tal “Jen” iria ser a coitadinha? Eu estava louca pra chutar o pau da barraca de vez. E pra piorar ela estava causando a maior cena e estava começando a chamar espectadores curiosos. Merda! Ferrou de vez com a minha vida.

Eu já a descrevi, aquela que era chamada por “Jen”? Então se prepara ela era alguns centímetros mais baixa que o meu 1,60m - o que prova que eu estava um pouco em vantagem, além de não ter levado um banho do que estivesse naquele copo - tinha cabelos ruivos onde chegavam praticamente em sua cintura sem esquecer mencionar que estavamperfeitamente alinhados, e aquele elfo esquecido de algum lugar tinha olhos verdes, vê se pode? Áh mais eu estava totalmente louca pra entrar numa briga e descarregar minha raiva incessante que já estava acumulando desde quando cheguei nesse fim de mundo. E aquela loiraque agia como uma cadelinha então, o que era aquilo? Uma gangue de patricinhas no meio daquela escola? Poupem-me né.

Bom, vamos à chamada Clara,a fiel escudeira de vossa malvadeza era tonta igual a uma porta, mas até que era bonitinha, era mais ou menos de nossa altura, talvez alguns centímetros a mais, seus cabelos eram loiros levemente enrolados, mas extremamente domado com olhos azuis muito parecidos com os do Henrique que não chegava ao mesmo tom dele, era algo meio parecido com turquesa, estranho.

Então, respirando profundamente, tomei a melhor atitude que poderia ter feito no momento, dar as costas aquelas duas megeras ambulantes e deixa-las falando que nem loucas antes que a coisa piorasse ainda mais pro meu lado, dirigindo-me para o edifício.

Os alunos pareciam bem entusiasmados com o fato de ter terminado as férias de verão em janeiro e voltarem a ver os colegas de classe.

- Nada mais animador do que o primeiro dia de aula – resmunguei sarcasticamente para eu mesma. – ótimo, não poderia ter começado melhor meu dia.

Assim que coloquei os pés no edifício já fui recepcionada por olhares de curiosos, além daqueles que presenciaram a cena escandalosa lá fora, não era sempre que uma moça caia de paraquedas por lá. E por incrível que pareça - ou não – todos já sabiam quem eu era. Alguns foram extremamente agradáveis como Jared e Alexia, alunos que estavam na mesma sala que eu em algumas matérias – como se não tivessem se informado antes quais eram minhas aulas durante a semana.

Jared era um garoto agradável, com pele morena, cabelos pretos, olhos verdes muito expressivos e com um sorriso e um corpo de matar, era tímido – ou era o que ele queria passar à nova aluna –foi uma pessoa que logo de cara se deu bem comigo.

E sua inseparável Alexia, era extremamente diferente intelectualmente de Jared com exceção dos olhos que eram castanhos. Só depois de uma boa conversa descobri que os dois nada mais eram irmãos gêmeos, não era de se duvidar não é?

Na escola, não havia nada que me prendesse a realidade e aquelas malditas palavras de Henrique ainda não saiam de minha mente.

- Maldito! – exclamei enquanto andava pelo corredor até a minha próxima aula da manhã.


De repente eu encontro nada mais que o meu perseguidor na escola, Henrique, com seu olhar de matar. Como ele apareceu aqui na escola? Já era aluno daqui? Ou surgiu do nada a partir de ontem? E por que esse garoto tão irritante tinha de ser tão bonito? Será que não tinha um candidato um pouco pior na aparência física? Céus! Desse jeito eu iria enlouquecer de vez.

Ainda bem que ele não fez menção de vir falar comigo, por que eu não saberia mais como reagir naquele momento. Segui correndo pelo corredor à direita e fui para a sala de aula que deveria ser de química.

Quando o sinal tocou, ainda havia pessoas entrando na sala e o pior que pudesse me acontecer acabou ocorrendo. Henrique também era da minha classe, será que eu não teria um momento de sossego sequer?

A aula começou normalmente, exceto com as apresentações dos alunos novos para a turma, e eu maravilhosamente era a única garota novata ali além do meu perseguidor, Henrique, que em nenhum momento perdia a pose. Por que Deus esse garoto tinha que ser uma tentação pra minha alma? Nossa Senhora! Se eu não me cuidasse era capaz de me jogar nos braços dele. Totalmente tenso.

- Bem turma, vendo que a maioria já são conhecidos aqui, pelo visto só há dois colegas novos, Henrique – que deu um meio sorriso para a felicidade das meninas – e Katherine – já eu, dei um sorrisinho amarelo, morrendo de vergonha da atenção de todos sobre mim – sejam bem-vindos.

- Obrigada – respondi timidamente.

Apesar desse desastre na aula, o resto continuou bem, bom, pelo meu ponto de vista catastrófico. E ainda para a minha maior falta de sorte, adivinhe quem se ofereceu para ser meu par na aula de química? Exato! Ele! Por que diabo tinha que ser? E como ele apareceu aqui na escola?

Só podia ser carma da minha outra reencarnação, porque só assim uma visão do paraíso como o Henrique olharia para alguém como eu e, sinceramente, o que eu tinha que esse garoto não parava de me perseguir, além do óbvio, se é o que você pode me entender.

Eu estava começando a aceitar a ideia de jogar da ponte aquele maldito diário só para ter a minha vida solitária novamente, mas se fizesse isso teria a possibilidade de nunca mais ver aquela maravilhosa miragem, putz agora não sei mais o que fazer.

O professor começou sua admirável aula, deixando-nos esquecidos na multidão, e droga, eu não conseguia me concentrar no que ele estava falando porque minha mente teimosa escorregava a pensar neste misterioso gato. Fiz um maior esforço pra não me jogar em cima dele e foi o maior sufoco esperar até que a aula terminasse.

Parece que ouvindo minhas desesperadas preces o sinal tocou, me libertando de ficar mais algum tempo perto dele e antes que eu pudesse fazer mais alguma besteira. Sai o mais rápido da sala para ele não ter a oportunidade de me seguir e fazer as garotas da escola me odiarem por ter o garoto mais gato do colégio no meu calcanhar. Mas pra quê sair correndo não é? A criatura me seguiu e chegou ao meu lado muito rapidamente, o que ele quer de mim agora? Não vai parar de atormentar essa minha pobre alma com esse corpitcho sedutor?

- Não vejo nada o que você possa ter esquecido comigo – disse caminhando sem olhar para trás, maldição ele tinha de caminhar não perto de mim para sentir sua respiração na minha nuca? Paro de repente e me viro - O que foi Henrique, de uma hora para outra virou meu segurança para me seguir ou virou um cachorrinho sem dona?

Ele também para bruscamente de quase me leva junto, mas Henrique é Henrique não é? Nunca perde a pose e ainda tenta me seduzir no meio do corredor, meu Deus que vergonha, o que estou me tornando por causa dessa visão divina. Ele pega uma mecha do meu cabelo e começa a brincar entre os dedos e diz:

-Anjo, por você eu poderia ser qualquer coisa.

Meu rosto começa a corar por causa desse comentário, afasto-me repentinamentedele e respondo secamente:

- Não sou seu anjo, e que história é essa de ser qualquer coisa por mim? Você nem me conhece direito garoto.

- Você é quem pensa anjo – fala se aproximando de mim novamente e passando o dedo lentamente subindo e descendo pela minha mandíbula, ficamos alinhados cara a cara e por um breve momento penso que vai me beijar ali mesmo – eu sei mais de você que podes imaginar, sei o que se passa na sua mente e o que realmente deseja.

Começo a ficar ofegante e como num passe de mágica o contato em minha pele cessa e vejo que estou sozinha novamente porque aquele idiota saiu – mas dessa vez não desapareceu como no meu quarto – caminhando pelas pessoas que ainda estavam no corredor. Voltei a si e fui o mais rápido possível para a próxima aula e encontrar Jared na sala.

Continua =)