sábado, 18 de agosto de 2012

Série Cosmic - O Mistério da Meia-Noite Capítulo 2 Parte II


A escola era um lugar comum como todas as outras em que estudei, não que eu tivesse frequentado várias. O aspecto do prédio de dois andares não parecia ser muito novo, mas estava totalmente conservado em sua arquitetura original.

E como minha sorte é ótima demais, começo o dia completamente com o pé direito – como se esse fosse o caso – e no meio dacalçada que ia até a portaria da escola, sem querer, – é óbvio - esbarro numa garota que tinha com um copo de algo na mão. O problema é que acabou derrubando na roupa da amiga que estava na frente, quando tudo que ela só pode pronunciar antes do estrafego foi um “áh!”. Simplesmente paro pra pedir desculpas para as duas:

- Ai, desculpa, eu não vi – tento ser educada e de repente percebo que odeio esse lugar ainda mais.

- Veja o que você fez guria! Ensopou minha blusa! – exclamou a obviamente garota encharcada e muito irritada. – vou acabar com a sua raça!

- Ora meu bem, estou morrendo de medo de você e suas garras – falei sarcasticamente, levantando as mãos para cima – e realmente eu sinto muito, mas você deveria ficar irritadinha com sua amiga, pois era ela quem segurava aquele copo.

- Ei! Não me meta na sua discussão com a Jen! – disse a outra amiguinha esquisita.

- Obrigada Clara por me apoiar – agora a tal “Jen” iria ser a coitadinha? Eu estava louca pra chutar o pau da barraca de vez. E pra piorar ela estava causando a maior cena e estava começando a chamar espectadores curiosos. Merda! Ferrou de vez com a minha vida.

Eu já a descrevi, aquela que era chamada por “Jen”? Então se prepara ela era alguns centímetros mais baixa que o meu 1,60m - o que prova que eu estava um pouco em vantagem, além de não ter levado um banho do que estivesse naquele copo - tinha cabelos ruivos onde chegavam praticamente em sua cintura sem esquecer mencionar que estavamperfeitamente alinhados, e aquele elfo esquecido de algum lugar tinha olhos verdes, vê se pode? Áh mais eu estava totalmente louca pra entrar numa briga e descarregar minha raiva incessante que já estava acumulando desde quando cheguei nesse fim de mundo. E aquela loiraque agia como uma cadelinha então, o que era aquilo? Uma gangue de patricinhas no meio daquela escola? Poupem-me né.

Bom, vamos à chamada Clara,a fiel escudeira de vossa malvadeza era tonta igual a uma porta, mas até que era bonitinha, era mais ou menos de nossa altura, talvez alguns centímetros a mais, seus cabelos eram loiros levemente enrolados, mas extremamente domado com olhos azuis muito parecidos com os do Henrique que não chegava ao mesmo tom dele, era algo meio parecido com turquesa, estranho.

Então, respirando profundamente, tomei a melhor atitude que poderia ter feito no momento, dar as costas aquelas duas megeras ambulantes e deixa-las falando que nem loucas antes que a coisa piorasse ainda mais pro meu lado, dirigindo-me para o edifício.

Os alunos pareciam bem entusiasmados com o fato de ter terminado as férias de verão em janeiro e voltarem a ver os colegas de classe.

- Nada mais animador do que o primeiro dia de aula – resmunguei sarcasticamente para eu mesma. – ótimo, não poderia ter começado melhor meu dia.

Assim que coloquei os pés no edifício já fui recepcionada por olhares de curiosos, além daqueles que presenciaram a cena escandalosa lá fora, não era sempre que uma moça caia de paraquedas por lá. E por incrível que pareça - ou não – todos já sabiam quem eu era. Alguns foram extremamente agradáveis como Jared e Alexia, alunos que estavam na mesma sala que eu em algumas matérias – como se não tivessem se informado antes quais eram minhas aulas durante a semana.

Jared era um garoto agradável, com pele morena, cabelos pretos, olhos verdes muito expressivos e com um sorriso e um corpo de matar, era tímido – ou era o que ele queria passar à nova aluna –foi uma pessoa que logo de cara se deu bem comigo.

E sua inseparável Alexia, era extremamente diferente intelectualmente de Jared com exceção dos olhos que eram castanhos. Só depois de uma boa conversa descobri que os dois nada mais eram irmãos gêmeos, não era de se duvidar não é?

Na escola, não havia nada que me prendesse a realidade e aquelas malditas palavras de Henrique ainda não saiam de minha mente.

- Maldito! – exclamei enquanto andava pelo corredor até a minha próxima aula da manhã.


De repente eu encontro nada mais que o meu perseguidor na escola, Henrique, com seu olhar de matar. Como ele apareceu aqui na escola? Já era aluno daqui? Ou surgiu do nada a partir de ontem? E por que esse garoto tão irritante tinha de ser tão bonito? Será que não tinha um candidato um pouco pior na aparência física? Céus! Desse jeito eu iria enlouquecer de vez.

Ainda bem que ele não fez menção de vir falar comigo, por que eu não saberia mais como reagir naquele momento. Segui correndo pelo corredor à direita e fui para a sala de aula que deveria ser de química.

Quando o sinal tocou, ainda havia pessoas entrando na sala e o pior que pudesse me acontecer acabou ocorrendo. Henrique também era da minha classe, será que eu não teria um momento de sossego sequer?

A aula começou normalmente, exceto com as apresentações dos alunos novos para a turma, e eu maravilhosamente era a única garota novata ali além do meu perseguidor, Henrique, que em nenhum momento perdia a pose. Por que Deus esse garoto tinha que ser uma tentação pra minha alma? Nossa Senhora! Se eu não me cuidasse era capaz de me jogar nos braços dele. Totalmente tenso.

- Bem turma, vendo que a maioria já são conhecidos aqui, pelo visto só há dois colegas novos, Henrique – que deu um meio sorriso para a felicidade das meninas – e Katherine – já eu, dei um sorrisinho amarelo, morrendo de vergonha da atenção de todos sobre mim – sejam bem-vindos.

- Obrigada – respondi timidamente.

Apesar desse desastre na aula, o resto continuou bem, bom, pelo meu ponto de vista catastrófico. E ainda para a minha maior falta de sorte, adivinhe quem se ofereceu para ser meu par na aula de química? Exato! Ele! Por que diabo tinha que ser? E como ele apareceu aqui na escola?

Só podia ser carma da minha outra reencarnação, porque só assim uma visão do paraíso como o Henrique olharia para alguém como eu e, sinceramente, o que eu tinha que esse garoto não parava de me perseguir, além do óbvio, se é o que você pode me entender.

Eu estava começando a aceitar a ideia de jogar da ponte aquele maldito diário só para ter a minha vida solitária novamente, mas se fizesse isso teria a possibilidade de nunca mais ver aquela maravilhosa miragem, putz agora não sei mais o que fazer.

O professor começou sua admirável aula, deixando-nos esquecidos na multidão, e droga, eu não conseguia me concentrar no que ele estava falando porque minha mente teimosa escorregava a pensar neste misterioso gato. Fiz um maior esforço pra não me jogar em cima dele e foi o maior sufoco esperar até que a aula terminasse.

Parece que ouvindo minhas desesperadas preces o sinal tocou, me libertando de ficar mais algum tempo perto dele e antes que eu pudesse fazer mais alguma besteira. Sai o mais rápido da sala para ele não ter a oportunidade de me seguir e fazer as garotas da escola me odiarem por ter o garoto mais gato do colégio no meu calcanhar. Mas pra quê sair correndo não é? A criatura me seguiu e chegou ao meu lado muito rapidamente, o que ele quer de mim agora? Não vai parar de atormentar essa minha pobre alma com esse corpitcho sedutor?

- Não vejo nada o que você possa ter esquecido comigo – disse caminhando sem olhar para trás, maldição ele tinha de caminhar não perto de mim para sentir sua respiração na minha nuca? Paro de repente e me viro - O que foi Henrique, de uma hora para outra virou meu segurança para me seguir ou virou um cachorrinho sem dona?

Ele também para bruscamente de quase me leva junto, mas Henrique é Henrique não é? Nunca perde a pose e ainda tenta me seduzir no meio do corredor, meu Deus que vergonha, o que estou me tornando por causa dessa visão divina. Ele pega uma mecha do meu cabelo e começa a brincar entre os dedos e diz:

-Anjo, por você eu poderia ser qualquer coisa.

Meu rosto começa a corar por causa desse comentário, afasto-me repentinamentedele e respondo secamente:

- Não sou seu anjo, e que história é essa de ser qualquer coisa por mim? Você nem me conhece direito garoto.

- Você é quem pensa anjo – fala se aproximando de mim novamente e passando o dedo lentamente subindo e descendo pela minha mandíbula, ficamos alinhados cara a cara e por um breve momento penso que vai me beijar ali mesmo – eu sei mais de você que podes imaginar, sei o que se passa na sua mente e o que realmente deseja.

Começo a ficar ofegante e como num passe de mágica o contato em minha pele cessa e vejo que estou sozinha novamente porque aquele idiota saiu – mas dessa vez não desapareceu como no meu quarto – caminhando pelas pessoas que ainda estavam no corredor. Voltei a si e fui o mais rápido possível para a próxima aula e encontrar Jared na sala.

Continua =)


4 comentários:

  1. Um pouco de revolta e finalmente sei o nome dela: KATHERINE. Gostei! Mario...

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    1. aiheaoehi' pois é a história tem que ficar um pouco animada né =)

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  2. vc pode me passar as partes que vc escreveu depois que foi pro rio grande??

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    1. haha' vai ter que esperar *--* ainda estou mudando algumas coisas =D beijoo ;*

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